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GEN Z – Uma geração Criativa, Empreendedora e Independente

OK Student | 17 Abr

Nascidos com tablets e os smartphones nas suas mãos, a Gen Z é autodidata, criativa, empreendedora e independente.

A Gen Z engloba as pessoas que nasceram entre os anos de 1994 e 2010, o que em Portugal significa cerca de 1,8 milhões de jovens. São um grupo caracterizado pelo pragmatismo, evitando gastar tempo em tarefas/causas supérfluas, por reivindicar o seu lugar no mundo e por ir atrás dos seus sonhos.

A Gen Z e a Educação

Segundo um estudo realizado pela Atrevia em parceria com a Deusto Business School, a principal preocupação social entre os jovens portugueses está rela

cionada com a educação. A Gen Z procura uma educação mais digital, prática e adequada aos requisitos do mercado. E, tendo dificuldades em encontrar uma educação adequada no próprio país, acabam por procurar noutros lugares, como é o caso do Reino Unido.As “terras de sua majestade” são o principal destino dos estudantes portugueses. Segundo dados divulgados pelo UCAS em 2017 (Universities & Colleges Admissions Service), enquanto na maioria dos países da União Europeia o interesse em estudar no Reino Unido caiu, em Portugal o interesse aumentou 45%, em comparação a 2015.

Uma das principais razões para os estudantes irem estudar para o Reino Unido é por desejarem um ensino mais adequado ao mercado de trabalho. Lá encontram uma extensa e diversificada lista de cursos; os estudantes têm uma carga horária escolar mais reduzida, trabalhos mais práticos e muitas das estruturas das universidades proporcionam experiências como se já estivessem a trabalhar.

Exemplos de Superação

André Silva, 23 anos, está a tirar um mestrado em Forensic Science na Anglia Ruskin University, em Cambridge. Decidiu embarcar para o Reino Unido porque dentro da área que deseja seguir, Portugal ainda não está desenvolvido e já sabia que no Reino Unido a realidade do ensino era completamente diferente.“Temos uma sala específica na universidade somente para investigar crimes”.  Apesar de terem exames teóricos, a maioria é prático, como no dia em que um dos testes foi fazer uma análise à cena do crime. “O professor distribuiu todo o material necessário e entregou-nos casos diferentes para investigarmos e analisarmos as evidências. Tudo com muita proximidade com a realidade. Com certeza neste dia aprendemos mais do que em qualquer exame teórico”, adianta o André.

A mudança para o Reino Unido decorreu em janeiro de 2017 e a adaptação decorreu sem nenhum problema de maior. “No meu curso há muito mais europeus do que propriamente britânicos, então desde logo senti que não estava sozinho. Os professores também são próximos, ajudam nos projetos, sugerem ideias e até dão dicas de sites e empresas para procurarmos emprego”.

Tecnologia nas salas de aula

Todas as mudanças que a tecnologia traz são um desafio para as outras gerações que não nasceram neste sistema e o desafio ainda é maior para os professores de hoje em dia. Numa altura em que o Google é a fonte mais rápida de informação e os livros físicos estão a ser deixados de lado, os professores também estão a mudar a dinâmica das aulas, e algumas escolas estão a ser modernizadas.

Ramiro Sousa, professor da escola D João II, Setúbal, afirma que para ser docente, hoje em dia, é necessário continuar a estudar para que possamos aprender a adaptar-nos às novas tecnologias.  O professor conta que, em geral, os professores utilizam a internet na sala de aula para confirmar alguma informação e para pesquisas, mas ressalva que é preciso saber a veracidade dessas informações. “Todos os sites que enviamos aos estudantes são previamente verificados, tanto em relação à informação quanto à origem”.

A reclamação dos estudantes em relação ao ensino é uma realidade. De acordo com a pesquisa, 49,7% dos entrevistados da Gen Z consideram o investimento na educação como uma medida prioritária para combater a estagnação do país.
“Em Portugal estão a ser realizados projetos que repensam o formato da educação, mas percebe-se que no ensino pouca coisa mudou e os métodos são demasiado teóricos. Os estudantes gostam do ensino mais pró-ativo e se eles não encontram cá, vão procurar noutros lugares, como o Reino Unido”, comenta o professor.

O grande interesse dos estudantes por um ensino mais prático e por diferentes experiências de vida explica os números da OK Student. Desde o início, e até 2021, a empresa já encaminhou mais de 12.000 estudantes portugueses para universidades do Reino Unido. A cada ano que passa, os jovens estão cada vez mais interessados em estudar no UK, sendo que as principais razões parecem estar relacionadas com:

  • o desejo de encontrarem um ensino que os prepare realmente para o mercado de trabalho;
  • a criação de uma network internacional, conhecendo pessoas de todos os cantos do mundo;
  • aperfeiçoar o seu conhecimento da língua inglesa.

Novos empreendedores

De acordo com o estudo, para 52% dos jovens da Gen Z, o seu emprego ideal passa por construir a sua própria empresa ou trabalhar por conta própria. Outro ponto deste estudo confirma que 68,2% dão prioridade à conciliação do trabalho com a vida pessoal. Com isso, somente 24,6% pretende ser assalariados numa empresa privada e 9,3% numa função pública.
A principal razão para este comportamento é que eles querem colocar em marcha as suas próprias ideias. Além disso acreditam em empresas com menos hierarquia, como as startups.

João Godinho, foi para o Reino Unido através da OK Student e fez o curso de Media Production na Southampton Solent University. Depois do curso, João participou na produção de um longa metragem de momento e, paralelamente, abriu o seu próprio negócio nesta área, uma empresa de filmagens de casamentos, com perspectivas de expansão.

Depois de concluir o primeiro projeto, o João já se sente à vontade para chegar a qualquer empresa e oferecer os seus serviços com a garantia da melhor qualidade a nível global e algum background próprio e visível.

Apesar de gostar da ideia de ter um horário mais flexível e poder pôr em prática as suas ideias, João lembra que há que ter responsabilidades e que é necessário cumprir os prazos dos clientes. “Há também que saber traçar os nossos limites, existem muitos obstáculos, mas cabe-me a mim e aos meus colegas aprender e ultrapassá-los”, conclui.

Os jovens da Gen Z não querem viver para o trabalho como a geração X, nem ser tão sonhadores quanto os millennials, procurando ser o equilíbrio entre a experiência e a responsabilidade.

Queres seguir os passos do João e do André e estudar no Reino Unido? Marca já a tua reunião com um dos nossos advisors aqui e começa a dar forma aos teus sonhos!